Aug
Tasca 2.0: Gestão de clientes ao serviço de todos
CRM Pinga 2.0
O Xôr Zé, cabalmente ciente da sua capacidade de gestão da tasca “flor da praia”, deixada a seu cargo pela longa e tinta linha geneológica que tanto know-how adquirido e esparramado pelo balcão e copos servidos nas décadas anteriores, decidiu adoptar um sistema colaborativo para medir a eficácia dos produtos que despeja com regularidade nos recipientes sequiosos do seu público alvo.
Assim, transformaria a diligente arte de bem servir vinho, sandes de presunto e torresmos numa informada decisão, balançada entre a gestão de stock, a procura e a inserção programada de promoções, destinadas e desenhadas a escoar produtos de menor saída, e com custos elevados de armazenamento, vulgo tintol de 5 litros, daquele da Régua que custou os olhos da cara a trazer na sua motorizada com o atrelado, pela estrada nacional fora. É certo e sabido, dita a sabedoria e experiência do xôr zé, que há alturas do dia em que não é preciso mexer no negócio: a coisa pinga com regularidade e fluidez.
Mas essa sabedoria não vinha, até agora, dum relatório sistematizado do CRM pinga 2.0 que o sobrinho Meireles implementou, compilando dados e hábitos de consumo dos clientes, cruzando esses dados ( saltando e excluindo o dominó ) com os prazos de entrega dos fornecedores, e enviando directamente os padrões de consumo para os fornecedores de Amarante, Tondela, Vila Viçosa e Bragança, todos ligados em rede e com sistemas de notificações em real time. O antigo tasqueiro, simpático que até dói, é agora um verdadeirogestor 2.0, cidadão do mundo e do networking, ciente das necessidades e ofertas, parametrizando uma panóplia de inputs que fornecem apoio informado à decisão!
Serve a sátira para dizer que qualquer negócio pode beneficiar de ter uma rede de contactos unificados em real time, que suprem e respondem a necessidades, mas que não há tecnologia que valha à falta de mentalidade. De que adianta ter ferramentas avançadas, partilhantes e unificadores se o bem mais precioso da tecnologia são as pessoas? Por que temos empresas com tecnologia 2.0 que ainda são tascas 1.0.






Uma muito realista e ainda mais, bem-humorada abordagem.
.
Como reguense agradou-me a referência ao tintol
Mas sendo ele um homem do norte, não deveria ser “Sô Zé” (se fosse da região da Régua seria “Sêa Zé”)?
Porque “Xor Zé” cheira demasiado a LX como “C’óraxão” ou “Taj’aver?”.
LOL