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Aug

Facebook ganha geolocalização para competir com Foursquare

Um dos grandes sonhos e aspirações dos marketeers: inteargir com o consumidor, no seu meio e ambiente sócio-cultural, com capacidade de medir a sua reactividade e simpatia à marca. Nos idos tempos da publicidade veiculada pelos canais de mass-media, antes do advento dos canais de social media, a publicidade era canalizada na lógica one-to-many e apenas no sentido descendente. Os esforços para medir e interagir efectivamente com o consumidor eram tímidos, e a medição da influência de um determinado anúncio, baseavam-se em métricas com elevado grau de incerteza.

A comunicação e o blending das marcas com os seus alvos, inseridos agora nos ambientes sociais digitais, faz-se de forma fundamentalmente diferente: longe dos canais unidireccionais, os marketeers acrescentam devem agora acrescentar uma dimensão inovadora às suas políticas de promoção e expansão de capital de marca, produto ou serviço. O poder da recomendação ( partilha com amigos via “share”) e a capacidade de influência que uma marca desperta ( gosto via “like ) é um poderoso instrumento de viralização ao serviço do marketing.

Se a realidade actual faz com que o Facebook e o Twitter sejam já canais assumidos de audiência nobre, pela mistura “ocasional” e semi-consciente entre marcas e perfis, penetrando de forma inegável no círculo de amigos e rede de cada contacto da própria marca, uma nova dimensão fantástica está a surgir rapidamente, com potencial infindável: a geo-localização dos consumidores e a partilha pública desse espaço até “hoje”, privado.

O Facebook, gigante mundial das redes sociais, e paradigma alterador da forma como nos relacionamos digitalmente e fisicamente, por contágio social e psicológico, está agora a implementar a sua funcionalidade de geolocalização de conteúdos para os utilizadores. Não será de estranhar a manobra funcional, dado o interesse que a plataforma FourSquare está a suscitar neste mercado aplicacional.

O véu da partilha geográfica de cada utilizador, cruzado com as potencialidades de comunicação dos aplicativos mobile, dá um conceito de marketing relacional, localizado no espaço e no tempo, onde as marcas têm espaço para penetrar com consentimento, gerando comunicação one-to-one interactiva, proveitosa e de impulso consumista realmente focado no perfil de cada indivíduo.

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This entry was posted on Tuesday, August 17th, 2010 at 2:57 pm and is filed under Marketing, empresas, facebook, redes sociais. You can follow any responses to this entry through the RSS 2.0 feed.

comments

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  1. August 19th, 2010 | Hugo Silva says:

    Será que a ideia é mesmo competir com o Foursquare, ou antes criar uma sinergia com os principais serviços de localização, como este, o Gowalla e o Yelp entre outros, reforçando o seu posicionamento enquanto player central na comunicação entre as marcas e as pessoas, neste novo paradigma da web social.

    Ou seja, eu concordo quase na totalidade com o teu post, com excepção do título. Se o Facebook quisesse entrar numa guerra com os LBS (Gowalla, 4square, etc) não disponibilizava desde já uma API, para estes serviços utilizarem.

    Parece-me que mais importante que serem os “donos do serviço”, para eles o fundamental é terem os dados, quer sejam fornecidos pela sua aplicação iPhone, quer provenham de aplicações de 3.ºs como o 4square, o Gowalla ou qualquer um dos outros LBS. Não concordas?

  2. August 19th, 2010 | André Luís says:

    Hugo,

    a questão é se o Facebook vai portar-se bem com o resto da malta.

    O facebook sempre gostou de “receber” dados dos outros. Quando chega à altura de enviar dados para outros, tá quieto…

    Ou seja, se eu fizer checkin no Gowalla, aposto que terão a hipótese de também fazer checkin no Facebook Places. Mas e o inverso? Não creio.

  3. August 19th, 2010 | António Castro says:

    Quando menciono “competição”, no meu ponto de vista, trata-se de começar a fornecer as mesmas soluções ( mas proprietárias) que algumas apps e empresas paralelas fornecem, usando as apis respectivas.

    Algumas das tendências que vão sendo exploradas por empresas paralelas ao desenvolvimento do Facebook e Twitter, têm vindo a ser fonte de inspiração para funcionalidades nativas nas redes que disponibilizam essa mesma potencialidade.

    As sinergias do Facebook não me parecem sinergias nesse verdadeiro termo, mas sim desenvolver funcionalidades para integrações externas: assim, bebe-se o máximo de informação possível e viraliza-se ao máximo o serviço FB.

    O Botão Like é um excelente exemplo disso!

  4. September 18th, 2010 | Rodrigo Velloso says:

    Geolocalização está na moda, sem dúvida, mas é uma utilidade que terá impacto substancial na mídia, mesmo quando aplicada em aparelhos móveis? Tenho minhas dúvidas por um motivo simples: a localização do usuário é apenas um elemento de seu contexto e, creio, que é um dos menos significativos. É a compreensão profunda do contexto do usuário que permitirá o grande salto de personalização nos serviços de comunicação, é o contexto que permite determinar relevância de conteúdo ou de publicidade. Mais sobre esse tema no meu post: http://midiascopio.blogspot.com/2010/09/aqui-e-acola-os-limites-da-localizacao.html

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