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Google investe 228 milhões em redes sociais
A última aquisição da Google chama-se Slide e é uma empresa especializada no desenvolvimento de aplicações para redes sociais.
A gigante norte-americana confirmou hoje, no seu blogue, a aquisição da tecnológica Slide, operação que se insere na intenção da Google em reforçar os seus serviços na área das redes sociais.
Em entrevista ao New York Times, Eric E. Schmidt, CEO da Google, destacou a importância das redes sociais para a Google, antecipando que “não vamos criar nada para competir com o Facebook”.
“Vai ser algo totalmente diferente”, avançou, referindo-se ao Google Me que, segundo o jornal norte-americano, consiste numa rede social apoiada pelo Google Buzz, YouTube e o ‘chat’ do Gmail.
A Slide foi criada por Max Levchin, um dos fundadores do PayPal e junta-se ao grupo de 22 empresas que a Google adquiriu durante o primeiro semestre do ano. O negócio terá sido fechado por 228 milhões de dólares, avança do New York Times.
As acções da Google avançam 0,66% para 503,5 dólares, em Nova Iorque.
Fonte: http://economico.sapo.pt






Caro António,
Ora aqui está um bom momento para nos dares a tua opinião sobre a evolução do mercado das redes sociais. Imagino que com um player como o Google, a investir fortemente no produto nesta área, sejam de esperar algumas movimentações no sector, nomeadamente por parte das grandes redes sociais a nível mundial, como o Facebook e o Twitter. O que te parece?
A dinamização e mais recente jogada do google é uma resposta lógica de reaproveitamento de algumas jogadas menos felizes e com pouca aceitação no mercado da web 2.0. O Google Wave e o Google Buzz são fenómenos com pouca expressividade, talvez por terem tardado a aparecer.
O Google começa a ter história de aquisição e não de criação. Ainda num passado pouco distante, se verificou que a implementação do Google vídeos era fraca e largamente suplantada pelo obliterante Youtube.
A recente estratégia de aquisição visa, certamente, adquirir uma fatia e penetração que está a fugir do google, no que diz respeito aos fenómenos de Social Media.
Relativamente ao Twitter não vejo como possam radicalmente modificar o seu serviço para melhor. Talvez uma tendência seja – à semelhança do que pontualmente se vai vendo – a incorporação de serviços que têm apenas sido disponibilizados por “third party apps”.
O Facebook continua a sua caminhada imparável com os seus cerca de 500 milhões de utilizadores e estarão certamente de olho no Google Me. Tecnicamente, chegaram a um patamar que se torna difícil vislumbrar o que poderão fazer a seguir.