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Google investe 228 milhões em redes sociais

A última aquisição da Google chama-se Slide e é uma empresa especializada no desenvolvimento de aplicações para redes sociais.

A gigante norte-americana confirmou hoje, no seu blogue, a aquisição da tecnológica Slide, operação que se insere na intenção da Google em reforçar os seus serviços na área das redes sociais.

Em entrevista ao New York Times, Eric E. Schmidt, CEO da Google, destacou a importância das redes sociais para a Google, antecipando que “não vamos criar nada para competir com o Facebook”.

“Vai ser algo totalmente diferente”, avançou, referindo-se ao Google Me que, segundo o jornal norte-americano, consiste numa rede social apoiada pelo Google Buzz, YouTube e o ‘chat’ do Gmail.

A Slide foi criada por Max Levchin, um dos fundadores do PayPal e junta-se ao grupo de 22 empresas que a Google adquiriu durante o primeiro semestre do ano. O negócio terá sido fechado por 228 milhões de dólares, avança do New York Times.

As acções da Google avançam 0,66% para 503,5 dólares, em Nova Iorque.

Fonte: http://economico.sapo.pt

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Até breve, Saramago!

José Saramago - O adeus do nobel

“O teu espírito, maior que o teu corpo, é agora uno com o espaço que mais se identifica contigo: o universo. Deixas agora a Caverna onde todos vivemos e imerges na luz que poucos conhecemos”

António de Castro

Confesso que nem sempre adorei o carácter irreverente e excessivo da literatura de Saramago, talhada pelo seu muito próprio estilo fluído na ausência de pontuação, mas complexo pela sua pendência na oralidade, no ritmo da gramática mais pura da absorção do espírito e menos alicerçada na forma e nas quebras orientadoras da vírgulas e pontos finais.

A correria desenfreada e galopante do conhecimento e sapiência do génio do Nobel fez com que me habituasse de forma apaixonada a ler em sintonia com a sua mente, transportando-me quase para o seu lado, à medida que as palavras lhe abandonavam o espírito e se sentavam no papel para posterior publicação. Inegavelmente, o seu génio tinha que criar não somente obras, rascunhos, romances e geniais pérolas da escrita portuguesa, mas também uma forma única, soberba e admirável de marcar o papel.

Saudades me preenchem agora, mais do que usualmente, da Caverna, de Saramago: a deliciosa obra que reflecte sobre a falácia do capitalismo e da tecnologia ostracizante, e nos traz uma inspirada versão da alegoria da Caverna de Platão, sob a luz do seu recheado e denso espírito de valor incalculável.

A ti, nobre embaixador do intelecto, da orgulhosa teimosia de viver, da honesta palavra que nem sempre benefícios traz a quem as profere, parabéns pela tua vida no momento da tua despedida.

Até sempre!

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Social Media – o que é?

Social Media from Phil Guest on Vimeo.

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Webdesign, webmarketing, talhos, bifanas e dentistas

Meio quilo de design e seis fatias de formulários: ou sete, tanto faz.
É altura de me debruçar contra determinados fenómenos paranormais que regem de forma habitual a ligação entre as empresas digitais e os seus parceiros de negócios, também conhecidos como clientes. Eu prefiro pensar que um cliente é um parceiro ao passo que os clientes parecem (não todos, felizmente) pensar que as agências de webdesign e comunicação – digital ou tradicional – são fornecedores do tipo “meio quilo de design e seis fatias de formulários, faz favor”. Ah, e se puder dar o jeitinho, pese-me aí 500 gramas de Adwords para juntar à mortadela. Baratinho, não se esqueça.”

Quando eu menciono o vocábulo fornecedores – contextualizado acima – não o faço no sentido nobre, mas no sentido do fornecedor de mercadoria avulso, à unidade ou ao peso, qual tasca, talho ou roulote de bifanas: “era um fino e um banner 340×450, faz favor” ou então, o clássico “já que está a mexer nisso, mude para vermelho que este azul faz-me azia”. Sem precisar de puxar muito pela imaginação, assalta-me a mente a mítica “esse rodapé ficava bem era em cima e os menus em baixo”. Não se pense que a minha imaginação é fértil baseado nestes detalhes, são fragmentos da vida real.

Sr Doutor, troque-me a injecção por uma ligadura
Recentemente, estava no dentista, enquanto ele – especialista da área da ortodontia – me examinava cuidadosamente a boca. Recostado na cadeira, enquanto o deixava exercer a sua actividade, não me recordo de nem uma vez ter pensado “afinal quero não quero um branqueamento, quero mesmo é que me tire os caninos e que os ponha na zona posterior do maxilar”. Também nunca me passou pela cabeça dizer ao meu médico de clínica geral que afinal “não quero uma injecção intravenosa, mas uma ligadura no dedo mindinho”. Porquê? Porque a especialização tem destas coisas: cada macaco no seu galho, cada galho na sua árvore, cada árvore no seu habitat.

O cliente é o raptor da sua própria solução
Uma das maiores batalhas de qualquer agência de comunicação, design, webdesign ou marketing é a de amigavelmente convencer os seus clientes de que o dinheiro investido numa solução deve ser optimizado de acordo com o orçamento e potenciado para atingir os objectivos. Ouvir os disparates pegados do “mude-me a cor do site faz favor” faz-me sempre lembrar uma fila de um talho onde se pode ouvir amiúde “queria mais dois bifes a juntar ao entrecosto”. A cordialidade necessária para convencer um cliente de que a solução proposta é a mais rentável para o orçamento existente, exige um grau de diplomacia só superado pelos políticos internacionais que fazem negociação de paz ou negociadores de reféns dos filmes americanos. Neste caso, o nosso refém é a solução estudada, desenhada, pensada e articulada para dar lucro e ser paralelamente eficaz. O cliente assume o papel de raptor porque tem uma arma branca chamada transferência bancária na mão, encostada na jugular da solução eficaz: “Afastem-se ou eu corto este interface de navegação! Todos para trás … Já!

Não quero a melhor solução, quero é mandar em si.
Quando abordamos a questão do webmarketing, voltamos ao “drama do especialista”: o cliente afinal é omnisciente e é que sabe quantas gramas de Adwords é que quer para juntar às azeitonas que comprou no hiper. Quando é habilmente convencido, saca do seu último trunfo, após todos os outros terem caído por terra após a negociação ardilosa, para seu bem. Então, na fase do desespero, o cliente triunfalmente diz: “mas eu é que pago, eu é que sei”. Nessa altura, há várias opções, nenhuma das quais me parece bem dizer aqui, porque corro o risco de ofender o Luíz Vaz de Camões, a Igreja Católica e a moral e os bons costumes que a minha mamã e o meu papá me transmitiram.

Varandas na cave, vigas na diagonal e esfoliação em vez de operação
Resta-me sonhar com o dia em que eu vou poder dizer ao médico que não quero uma operação para me salvar a vida, mas sim uma esfoliação de pele porque sou eu que estou a pagar e eu é que sei. Ou então, dizer a um arquitecto que afinal as vigas planeadas para suportar o peso estrutural da casa nova que eu vou pagar vão ter de ficar na diagonal, com o tecto por baixo. Ah, esquecia-me. E quero que a varanda seja construída na cave e o revestimento do chão seja o forro da minha cama.

Porquê? Por nada. Eu é que pago. Sou cliente, mais nada!


nota: a fim de evitar qualquer mal entendido, este texto é apenas a sátira de processos negociais decorrentes de vontades diversas em torno de um objectivo comum. Não exprime a minha opinião sobre a importância dos clientes, mas sim a importância da consultoria especializada. Não é um processo específico sobre clientes particulares, mas sobre casos estudados na área da web e partilhados pelos seus profissionais de forma abrangente. Além disso, é humor. Ria-se!

Obrigado :)

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Aug

Disseram mal de mim? Onde? ah … se não foi no Twitter não tem mal …

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