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Este podia perfeitamente ser o típico discurso de um qualquer cliente em qualquer parte do mundo, representativo de uma larga fatia das empresas que acha que ter o perfil do twitter com 50 seguidores é o expoente máximo da comunicação digital e da viralização de conteúdos no universo dos media sociais.
As redes sociais e os seus canais efectivos de comunicação, inseridos no universo digital mais lato, é uma realidade apenas consumada para uma escassa fatia dos profissionais da investigação diária, do entusiasmo habitual e experiência adquirida ao longo de uma vida ligada à comunicação. Sendo sinceros, até uma grande dose de profissionais que se sentaram à sombra do adquirido, passaram ao lado das ferramentas actuais de divulgação e difusão de informação, seja ela colaborativa, de autor, profissional ou amadora.
Deixem de pensar em centímetros. A era do pixel já chegou há muito
Se já no advento e no início da web em Portugal, se notava timidamente que até as agências de comunicação e publicidade estavam a perder o barco e a maré, insistindo no modelo tradicional sem complemento experimental nos canais digitais que agora surgiam, hoje é realmente dado adquirido que muitas delas ainda pensam em centímetros quando a realidade já é – muita dela – em pixeis.
Relações Públicas Digitais e Clipping On-line
É sabida a obsessão das agências de assessoria de comunicação pelos media impressos. É também sabida a obsessão dos seus clientes pelo clipping contabilizado e guardado preciosamente em forma de relatórios, folhas de cálculo e métricas bonitas. Contudo, algumas delas esqueceram-se de dizer que uma estrondosa fatia de profissionais, jornalistas, influenciadores e opinion makers passaram também a existir no universo digital, alguns deles com mais influência e propagação de opinião do que o mais forte dos líderes tradicionais das eras passadas. E os clientes lá vão andando contentes com a pasta do clipping cheia de papel.
Perfis miraculosos e activação espontânea
Se o milagre de Fátima é sobejamente conhecido no mundo, já o milagre da multiplicação dos seguidores, amigos ou fãs de um determinado perfil não o será assim tanto. Até porque não existe coisa semelhante, contrariamente ao que muitos clientes ainda pensam, quando criam o seu Twitter, ou Facebook de produto: “ele já está aqui, agora é que vai ser vender!” Meses mais tarde, a desilusão religiosa faz cair por terra o preceito da fé. Quase tudo continua na mesma e não vendo mais por causa disso.
Sugestão
Pois, e se os clientes tentassem criar elos verdadeiros e falar com as pessoas?
Se calhar era melhor do olhar para um perfil tão movimentado quanto um sarcófago abandonado na mais profunda das pirâmides do Egipto. Digo eu …





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